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Especialistas defendem apoio emocional a mulheres depois do fim do tratamento do câncer de mama

Publicado em Fonte: Agência Brasil (EBC)2 min de leitura

Radar IF · https://ifgestaoesaude.com.br/radar/outubro-rosa-tratamento-termina-mas-medo-do-cancer-pode-permanecer/

Resumo para usar

O que mudou
Psicóloga e mastologista ouvidas pela Agência Brasil apontam o medo da recidiva e os efeitos da medicação de longo prazo. O Instituto Nacional de Câncer estima 78.610 casos novos por ano entre 2026 e 2028.
Quem precisa agir
Coordenações de atenção primária e de saúde da mulher, equipes de saúde mental e psicologia, serviços de oncologia e assistência social que acompanham mulheres após câncer de mama
O que fazer agora
Mapear como a rede acompanha mulheres que terminaram o tratamento do câncer de mama e se há oferta de apoio psicológico nessa fase. Incluir o pós-tratamento nas ações do Outubro Rosa e nos fluxos entre atenção primária e serviços de oncologia.Orientação editorial, não parecer jurídico. Consulte a norma original e a assessoria técnica ou jurídica da instituição.
Fonte e última conferência
Agência Brasil (EBC), 08/10/2026 · conferência editorial em 13/10/2026

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Por que importa

O texto não traz medida nova, mas aponta uma lacuna na linha de cuidado: o contato com a equipe diminui quando o tratamento termina, justamente quando pesam o medo da recidiva e os efeitos da medicação de longo prazo. Com 78.610 casos novos estimados por ano, o acompanhamento dessas mulheres envolve também a atenção primária e a saúde mental.

Matéria completa

O fim da quimioterapia e da radioterapia não encerra o cuidado com a mulher tratada de câncer de mama, segundo especialistas ouvidas pela Agência Brasil em reportagem de 8 de outubro, no Outubro Rosa. A psicóloga clínica Laís Mutuberria Vieira afirma que, quando consultas e exames rareiam, começa uma fase de incerteza e de medo da recidiva. Para ela, o suporte emocional pode precisar continuar, assim como continua o acompanhamento médico.

Segundo Laís, muitas pacientes seguem com medicação por até cinco anos e convivem com fadiga e outros efeitos. Cicatrizes, a perda de uma mama ou a reconstrução podem afetar autoestima, sexualidade e disposição para as atividades diárias. Os exames de acompanhamento tendem a despertar medo, e qualquer dor pode ser lida como sinal de volta da doença.

A mastologista e radiologista Renata Reis Pinto, com atuação no Instituto Nacional de Câncer (Inca), defende tratamento multidisciplinar, com assistente social para questões como trabalho e cuidado dos filhos. Ela cita a psico-oncologia para avaliar quando o medo é intenso a ponto de exigir medicação. Segundo a médica, a doença ainda carrega estigma e é vista na prática clínica como sentença de morte.

A paciente Josiane Fernandes, 48 anos, de Volta Redonda, no sul fluminense, confirmou o diagnóstico em março de 2025 e passou por cirurgia, quimioterapia e imunoterapia por cerca de um ano e três meses. Ela relata depressão durante o tratamento e pânico em consultas de rotina até hoje. Pela estimativa do Inca, o câncer de mama é o tumor mais incidente entre as mulheres, com 30% dos casos, e o risco estimado é de 71,57 casos novos a cada 100 mil mulheres.

Com informações de Agência Brasil (EBC).

Fonte

Publicado na fonte em 8 de outubro de 2026 · matéria do Radar IF em 13 de outubro de 2026

Matéria do Radar IF escrita a partir da publicação oficial. O texto foi redigido com apoio de inteligência artificial e revisado por uma pessoa da equipe antes de ir ao ar; números, datas e prazos são os da fonte. Leia o documento completo no link acima. Como o Radar IF trabalha.

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