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Consultas por lesões pré-cancerígenas caem após vacina contra HPV

Publicado em Fonte: Agência Brasil (EBC)3 min de leitura

Radar IF · https://ifgestaoesaude.com.br/radar/consultas-por-lesoes-pre-cancerigenas-caem-apos-vacina-contra-hpv/

Resumo para usar

O que mudou
As consultas por lesões pré-cancerígenas no colo do útero em adolescentes caíram quase 78% após o início da vacinação contra o HPV no Sistema Único de Saúde (SUS) . De acordo com pesquisa publicada na revista científica Human Vaccines & Immunotherapeutics , esta é mais uma evidência da eficiência e importância do imunizante.
Quem precisa agir
Os pesquisadores salientam que esta é a única faixa etária que registrou quedas tão expressivas, o que coincide com o público vacinado em massa pelo SUS.
Fonte e última conferência
Agência Brasil (EBC), 19/10/2026 · conferência editorial em 28/10/2026

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Por que importa

A queda de quase 78% nas consultas por lesões pré-cancerígenas do colo do útero entre adolescentes reforça a importância da vacinação contra o HPV como estratégia de prevenção do câncer. Os resultados também evidenciam a necessidade de manter altas coberturas vacinais e recuperar adolescentes e jovens que ainda não receberam o imunizante. Para gestores do SUS, é importante fortalecer as campanhas de vacinação, monitorar a cobertura nos municípios e articular a atenção primária com os serviços de saúde da mulher para garantir o rastreamento na faixa etária indicada, o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno das lesões. A vacinação deve ser integrada às demais estratégias de prevenção, pois a proteção contra o HPV não elimina a necessidade de rastreamento.

Matéria completa

As consultas por lesões pré-cancerígenas no colo do útero em adolescentes caíram quase 78% após o início da vacinação contra o HPV no Sistema Único de Saúde (SUS) . Ao prevenir a infecção pelo vírus, a vacinação contra o HPV também impede o surgimento das lesões que podem evoluir para câncer.

Desde 2014, o SUS oferece a vacina contra o HPV para crianças e adolescentes do sexo feminino. A cobertura foi ampliada também para o sexo masculino em 2017. Atualmente, ela é aplicada na faixa etária dos 9 aos 14 anos.

Em 2011, 474 adolescentes de 15 a 19 anos foram atendidas no SUS por causa da doença, número que subiu para 603 em 2015, logo após o início da vacinação. A taxa de consultas a cada 100 mil adolescentes, indicador que equilibra as mudanças no tamanho da população, também caiu drasticamente de 7,1 em 2015 para 1,8 em 2023 .

Os pesquisadores salientam que esta é a única faixa etária que registrou quedas tão expressivas, o que coincide com o público vacinado em massa pelo SUS. Os pesquisadores também avaliaram as primeiras consultas por causa de outras infecções sexualmente transmissíveis, e identificaram um movimento contrário.

Entre adolescentes de 15 a 19 anos, a taxa de procura de serviços médicos saltou de 1,7 em 2015 para 10,8 em 2023. A pesquisa também traz estimativas de quantas lesões podem ter sido evitadas, considerando a curva de casos antes da vacinação. De 2011 a 2019, foram 2.620 primeiras consultas em adolescentes.

Mas esse total poderia ter sido de 7.688, se o SUS não oferecesse a vacina, cerca de 5 mil casos a mais. Os dados analisados pelos pesquisadores da farmacêutica MSD foram coletados do Sistema de Informações Ambulatoriais de Saúde e se referem a primeiras consultas registradas com códigos de diagnóstico específicos para essas lesões, acompanhadas de pelo menos um procedimento pertinente.

O câncer de colo do útero é o terceiro tipo mais frequente entre as mulheres no Brasil, com cerca de 19 mil novos casos diagnosticados por ano. Também é um dos tipos mais mortais, com cerca de 7 mil óbitos registrados anualmente. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a doença pode ser erradicada em alguns anos, desde que os países consigam oferecer a vacinação com altas coberturas, exames de rastreamento na faixa etária indicada, para identificar a presença do vírus ou de lesões, e o tratamento adequado das neoplasias, antes que elas evoluam para câncer.

Por enquanto, o Ministério da Saúde tem feito campanhas de resgate para jovens de até 19 anos que ainda não se vacinaram, e também disponibiliza o imunizante para públicos mais vulneráveis como pessoas que já tiveram lesões pré-cancerígenas, vítimas de violência sexual e usuários de profilaxia pré-exposição para prevenir o HIV.

O vírus é bastante prevalente na população, e estima-se que 80% das pessoas terão contato com ele em algum momento da vida, mas apenas alguns subtipos têm potencial cancerígeno.

Com informações de Agência Brasil (EBC).

Fonte

Publicado na fonte em 19 de outubro de 2026 · matéria do Radar IF em 28 de outubro de 2026

Matéria do Radar IF com os fatos da fonte oficial, revisada antes de publicar; frases da publicação original podem ser reaproveitadas, sem opinião nem trechos do portal. Leia o documento completo no link acima. Como o Radar IF trabalha.

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