Ministério da Saúde indica vacina contra HPV a vítimas de violência sexual a partir de 2 anos
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Resumo para usar
- O que mudou
- Antes, a indicação para esse grupo valia de 9 a 45 anos. A nota técnica justifica a mudança pela vulnerabilidade das crianças e pela alta das notificações de violência sexual em menores de 9 anos.
- Quem precisa agir
- Coordenações de imunização e salas de vacina, serviços de referência para atendimento a vítimas de violência sexual, equipes de atenção primária e vigilância de violências
- O que fazer agora
- Obter a nota técnica do Ministério da Saúde e conferir o esquema de doses indicado, incluir a vacina contra HPV a partir de 2 anos no protocolo municipal de atendimento a vítimas de violência sexual e orientar as salas de vacina sobre a nova indicação.Orientação editorial, não parecer jurídico. Consulte a norma original e a assessoria técnica ou jurídica da instituição.
- Fonte e última conferência
- Agência Brasil (EBC), 17/09/2026 · aprovação em lote em 13/10/2026
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Por que importa
A mudança cria uma indicação nova para salas de vacina e serviços que atendem vítimas de violência sexual: crianças com menos de 9 anos, a partir dos 2, antes fora da recomendação, passam a ter a vacina indicada. Com a alta das notificações na primeira infância, o fluxo entre acolhimento, notificação e vacinação precisa funcionar sem perdas.
Matéria completa
O Ministério da Saúde passou a recomendar a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) para crianças vítimas de violência sexual a partir de 2 anos, segundo nota técnica da pasta noticiada pela Agência Brasil em 17 de setembro de 2026. Até então, a indicação para vítimas de violência sexual cobria pessoas de 9 a 45 anos. A reportagem não informa o número da nota nem o esquema de doses para a nova faixa etária.
A nota justifica a ampliação pela vulnerabilidade elevada dessas crianças e pelo aumento das notificações de violência sexual abaixo dos 9 anos. Na primeira infância, de 0 a 4 anos, os registros mais do que quadruplicaram em dez anos, de 1.671 para 7.845. Na faixa de 5 a 14 anos, passaram de 6.594 para 29.135, cerca de 4,4 vezes mais, e entre adolescentes de 15 a 19 anos, de 1.632 para 6.869.
Segundo o documento, a violência sexual na infância aumenta a vulnerabilidade a infecções sexualmente transmissíveis, e parte das vítimas volta a sofrer violência, o que amplia a exposição futura ao vírus. A nota lembra que o HPV está associado a cânceres de colo do útero, pênis, vulva, vagina, canal anal e orofaringe, além de verrugas anogenitais e lesões das vias aéreas superiores.
Com informações de Agência Brasil (EBC).
Fonte
Agência Brasil (EBC) (abre em nova aba)
Publicado na fonte em 17 de setembro de 2026 · matéria do Radar IF em 17 de setembro de 2026
Correção em 22/09/2026: O resumo publicado antes estava cortado no meio de uma frase por falha na leitura da fonte. Foi reescrito a partir do texto completo da fonte.
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