Obesidade entre adultos brasileiros passa de 7,8% para 27,7% entre 1990 e 2023
Radar IF · https://ifgestaoesaude.com.br/radar/em-30-anos-obesidade-triplica-no-pais-e-atinge-1-4-da-populacao/
Resumo para usar
- O que mudou
- Estudo da série Carga Global de Doenças, publicado na Lancet, aponta o Brasil como o país de maior crescimento entre 17 da América Latina. Somados sobrepeso e obesidade, o excesso de peso chega a 66,8%.
- Quem precisa agir
- Coordenações de atenção primária, de alimentação e nutrição e de doenças crônicas, equipes de saúde da família e gestores que articulam saúde, educação e merenda escolar
- O que fazer agora
- Levantar nos registros de peso e altura da atenção primária a prevalência local de excesso de peso por faixa etária, com atenção às crianças. Usar o dado para planejar com as escolas ações de alimentação saudável e atividade física e para organizar o acompanhamento de adultos com obesidade.Orientação editorial, não parecer jurídico. Consulte a norma original e a assessoria técnica ou jurídica da instituição.
- Fonte e última conferência
- Agência Brasil (EBC), 23/09/2026 · aprovação em lote em 13/10/2026
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Por que importa
Com dois em cada três adultos acima do peso, cresce a carga de doenças crônicas ligadas ao excesso de peso, como as cardiovasculares, renais e osteomusculares, que chegam primeiro à atenção primária. A pesquisadora aponta a infância como janela de prevenção, com aleitamento materno e merenda escolar saudável.
Matéria completa
A prevalência de obesidade entre brasileiros com 25 anos ou mais passou de 7,8% em 1990 para 27,7% em 2023, segundo estudo da série Carga Global de Doenças (GBD, na sigla em inglês) publicado em setembro de 2026 na revista Lancet e divulgado pela Agência Brasil. O índice mais que triplicou e teve o maior crescimento entre os 17 países latino-americanos analisados.
Somados sobrepeso e obesidade, o excesso de peso subiu de 40,3% para 66,8% no mesmo período, o que equivale a dois em cada três brasileiros acima do peso adequado para a altura. Brasil e Colômbia tiveram o maior aumento dessa parcela na região, de 69%, contra média latino-americana de 47%. O estudo usa o índice de massa corporal (IMC): sobrepeso vai de 25,00 a 29,99, e obesidade começa em 30,00.
Para a pesquisadora Deborah Carvalho Malta, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que participou do estudo, o país vive uma transição nutricional: a desnutrição virou problema residual, enquanto alimentos saudáveis perdem espaço para ultraprocessados, mais baratos, palatáveis e com forte publicidade. Ela cita a queda no consumo de feijão e o aumento do sedentarismo, com mais tempo diante de telas.
Malta defende taxar mais os ultraprocessados, como refrigerantes, e reduzir impostos de alimentos como arroz, feijão, frutas e verduras, além de estimular o aleitamento materno até os dois anos e garantir comida saudável na merenda escolar. Ela chama atenção para a obesidade infantil, mais difícil de reverter e associada a maior risco de obesidade adulta e de doenças crônicas, como as cardiovasculares, renais, osteomusculares e vários tipos de câncer.
Com informações de Agência Brasil (EBC).
Fonte
Agência Brasil (EBC) (abre em nova aba)
Publicado na fonte em 23 de setembro de 2026 · matéria do Radar IF em 30 de setembro de 2026
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