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Pacientes com alopecia areata relatam anos de tratamento e se dividem sobre projeto de lei

Publicado em Fonte: Agência Brasil (EBC)2 min de leitura

Radar IF · https://ifgestaoesaude.com.br/radar/pacientes-com-alopecia-areata-contam-trajetoria-para-reaver-autoestima/

Resumo para usar

O que mudou
A doença autoimune atinge cerca de 2% da população mundial, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Na Câmara, o Projeto de Lei 801/2022 propõe incluí-la no Estatuto da Pessoa com Deficiência.
Quem precisa agir
Ambulatórios de dermatologia, equipes de atenção primária, serviços de psicologia e assistência farmacêutica que acompanham pacientes em uso prolongado de corticoide
O que fazer agora
Mapear como a rede encaminha pacientes com alopecia areata para dermatologia e apoio psicológico e se quem usa corticoide por longo prazo faz o acompanhamento com exames. Acompanhar a tramitação do Projeto de Lei 801/2022 na Comissão de Saúde da Câmara.Orientação editorial, não parecer jurídico. Consulte a norma original e a assessoria técnica ou jurídica da instituição.
Fonte e última conferência
Agência Brasil (EBC), 27/09/2026 · aprovação em lote em 13/10/2026

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Por que importa

O efeito sobre a gestão municipal é indireto e, por ora, nada muda na rede. São Paulo já tem lei municipal, aprovada em 2025, que cria protocolo de atendimento com exames e acompanhamento psicológico gratuito para esses pacientes, e o PL 801/2022, se aprovado, levaria a doença para o Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Matéria completa

A alopecia areata é uma doença autoimune em que o organismo ataca o folículo piloso e provoca queda de cabelo, em episódios que podem surgir em qualquer fase da vida e se repetir em ciclos. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), ela atinge cerca de 2% da população mundial. Em reportagem de 27 de setembro, a Agência Brasil ouviu pacientes e mães de crianças com a doença sobre diagnóstico, tratamento e convivência com a perda de cabelo.

A dermatologista Enilde Borges Costa, da SBD, explica que o diagnóstico é clínico, feito no consultório, sem exame laboratorial ou de imagem que o confirme. A doença aparece em três formas: falhas em pequenas áreas do couro cabeludo, perda de todo o cabelo da cabeça (alopecia total) ou de todos os pelos do corpo (universal). O tratamento com corticoide, oral ou injetável, exige exames frequentes, porque o uso prolongado pode reduzir a densidade óssea.

A revisora de livros Beatriz Santos convive com a doença desde 2008. Depois de um ano de tratamento com corticoide, um exame de densidade óssea mostrou osteopenia quando ela tinha 17 anos, e ela decidiu parar; desde 2012 tem a forma universal. A médica alerta que atribuir as crises apenas ao estresse costuma gerar culpa no paciente, embora estresse intenso, infecções e outras doenças autoimunes possam desencadear episódios.

Desde 2022 tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 801/2022, que altera o Estatuto da Pessoa com Deficiência para incluir a alopecia areata. A proposta já passou pela Comissão de Defesa das Pessoas com Deficiência e aguarda discussão na Comissão de Saúde. Beatriz e Juliana Fernandes, que tem a forma universal há mais de 20 anos, se opõem ao projeto por não se considerarem pessoas com deficiência. A psicóloga Regina Ramos, mãe de um adolescente com a doença, defende mais políticas de atendimento e cita a lei municipal de São Paulo, aprovada em 2025, que instituiu protocolo com exames e encaminhamento para acompanhamento psicológico gratuito.

Com informações de Agência Brasil (EBC).

Fonte

Publicado na fonte em 27 de setembro de 2026 · matéria do Radar IF em 30 de setembro de 2026

Matéria do Radar IF escrita a partir da publicação oficial, com apoio de inteligência artificial, e aprovada em lote pela responsável pelo Radar, sem revisão individual; números, datas e prazos são os da fonte. Encontrou um erro? Escreva para contato@ifgestaoesaude.com.br. Leia o documento completo no link acima. Como o Radar IF trabalha.

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