Vacinação de gestantes contra covid fica em 55%, longe da meta de 90%
Radar IF · https://ifgestaoesaude.com.br/radar/resistencia-as-vacinas-contra-gripe-e-covid-coloca-gestantes-em-risco/
Resumo para usar
- O que mudou
- Contra a influenza, a cobertura preliminar de 2026 chegou a 76%. Desde 2022, a gripe causou síndrome respiratória grave em ao menos 286 grávidas e puérperas, com 25 mortes.
- Quem precisa agir
- Coordenações de atenção primária e de imunização, equipes de pré-natal, salas de vacina e agentes comunitários de saúde
- O que fazer agora
- Cruzar a lista de gestantes em pré-natal com o registro de doses de influenza, covid-19, dTpa e VSR. Conferir a caderneta já na primeira consulta e encaminhar à sala de vacina no mesmo dia. Incluir a checagem da caderneta na visita mensal do agente comunitário.Orientação editorial, não parecer jurídico. Consulte a norma original e a assessoria técnica ou jurídica da instituição.
- Fonte e última conferência
- Agência Brasil (EBC), 29/09/2026 · aprovação em lote em 13/10/2026
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Por que importa
Gestantes e puérperas estão entre os grupos de maior risco de SRAG por gripe e covid, e a proteção do bebê até os 6 meses depende da vacina da mãe. A cobertura se decide no pré-natal da atenção primária: na conferência da caderneta e na busca ativa feita pelo agente comunitário.
Matéria completa
Em 2025, só 55% das gestantes se vacinaram contra a covid-19 e 63% contra a influenza, considerando as regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste, segundo dados do Ministério da Saúde publicados pela Agência Brasil. Os números preliminares de 2026 mostram a influenza em 76% e a covid-19 parada em 55%. A meta para as duas vacinas é de 90% do público-alvo.
Levantamento do ministério feito a pedido da agência aponta que, de 2022 até o início de agosto de 2026, pelo menos 286 gestantes ou puérperas tiveram síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza; 25 morreram, sete delas neste ano. No mesmo período, a covid-19 causou ao menos 205 casos graves e 21 mortes nesse grupo. Em 2026, as duas doenças respondem por quase 30% dos casos de SRAG em gestantes e puérperas e por mais de 50% dos óbitos.
O efeito alcança os recém-nascidos, que só começam o esquema contra gripe e covid aos 6 meses e dependem dos anticorpos passados pela mãe. Até 19 de setembro de 2026, o sistema de vigilância da gripe registrou quase 4 mil casos de SRAG por influenza em menores de 2 anos, com 55 mortes, e 808 casos graves por covid-19, com 18 mortes.
Além de influenza e covid-19, o SUS oferece às gestantes hepatite B, dT, dTpa e a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Iniciada em 2025, a vacinação contra o VSR alcançou 1,7 milhão de grávidas, cobertura estimada em 86%, e os casos graves em bebês de até 6 meses caíram de 14.061 no primeiro semestre de 2025 para 6.674 no mesmo período de 2026. A cobertura da dTpa subiu de 34% em 2016 para 94% em 2025, e a coqueluche confirmada recuou de 7.747 casos em 2024 para 2.744 em 2025.
Na Clínica da Família Ricardo Lucarelli, no centro do Rio de Janeiro, a caderneta é conferida na primeira consulta de pré-natal e a gestante segue para a sala de vacina no mesmo dia. Os agentes comunitários de saúde, que visitam as grávidas todo mês, cobram a caderneta e avisam a equipe sobre atrasos. A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Flávia Bravo, atribui a baixa adesão à acomodação, no caso da gripe, e à desinformação, no caso da covid-19.
Com informações de Agência Brasil (EBC).
Fonte
Agência Brasil (EBC) (abre em nova aba)
Publicado na fonte em 29 de setembro de 2026 · matéria do Radar IF em 30 de setembro de 2026
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