Sangue raro entra no acordo de transporte aéreo de órgãos e viaja do Ceará a Minas Gerais
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Resumo para usar
- O que mudou
- A bolsa saiu em 9 de outubro para um paciente transplantado renal em estado grave em Juiz de Fora (MG). Foi o segundo envio na cabine de um avião comercial; antes, o sangue raro viajava como carga.
- Quem precisa agir
- Direções de hospitais com agência transfusional, serviços de hemoterapia, hemocentros e equipes de transplante e de nefrologia que atendem pacientes graves
- O que fazer agora
- Confirmar com o hemocentro de referência o fluxo de pedido ao Cadastro Nacional de Sangue Raro para pacientes com anticorpos raros. Orientar as agências transfusionais a acionar o hemocentro assim que os testes pré-transfusionais indicarem incompatibilidade, para ganhar tempo na busca de doador.Orientação editorial, não parecer jurídico. Consulte a norma original e a assessoria técnica ou jurídica da instituição.
- Fonte e última conferência
- Ministério da Saúde, 09/10/2026 · aprovação em lote em 13/10/2026
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Por que importa
Hospitais com pacientes de tipagem rara dependem do hemocentro de referência para achar sangue compatível; quando o estado não tem doador, o pedido ao CNSR agora pode trazer a bolsa de avião, inclusive à noite e em feriados. O efeito chega ao município pela rede de hemoterapia, não por ação direta da secretaria de saúde.
Matéria completa
O Ministério da Saúde fez em 9 de outubro de 2026 o segundo transporte de sangue raro na cabine de um voo comercial. A bolsa, coletada no Ceará, seguiu para Juiz de Fora (MG), onde um paciente que passou por transplante renal aguardava transfusão em estado grave, e chegou em 10 de outubro, segundo o ministério. O envio usa o Acordo de Cooperação Técnica com as companhias aéreas, que já garante o transporte gratuito de órgãos para transplante.
Nos testes pré-transfusionais, o paciente apresentou o anticorpo anti-Jsb, o que dificultou encontrar sangue compatível. A rede de hemoterapia acionou o Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR), que localizou um doador no Ceará; a bolsa foi coletada e liberada no mesmo dia e viajou em embalagem com controle de temperatura. Outros doadores estão sendo convocados para as próximas transfusões do paciente.
Até então, bolsas de sangue raro viajavam como carga, modalidade com prazos mais longos e restrições. Com a atualização do acordo, que envolve o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e as companhias aéreas, o transporte pode ocorrer também à noite, em fins de semana e feriados. Quando um hemocentro não encontra sangue compatível no próprio estado, pode acionar o CNSR, coordenado pelo ministério, que busca doadores em outros estados, articula a convocação e apoia o transporte.
O primeiro envio desse tipo ocorreu em 12 de setembro, de São Paulo para o Piauí, para um paciente com doença renal crônica. Criado em 2013, o CNSR reúne 2.032 doadores e já ajudou a atender mais de 300 pacientes; um perfil sanguíneo é considerado raro quando aparece em menos de uma a cada mil pessoas testadas. Em 2025, a Central Nacional de Transplantes intermediou 2.016 transportes de órgãos, 1.716 deles em voos comerciais.
O ministério prevê ampliar a identificação de doadores com perfis raros, estruturar laboratórios de referência e congelar bolsas, técnica que permite armazená-las por até dez anos. A adesão do Brasil à rede mundial de sangue raro estava prevista para outubro de 2026 e permitiria ao país pedir bolsas a outros países e enviar sangue para pacientes no exterior.
Com informações de Ministério da Saúde.
Fonte
Ministério da Saúde (abre em nova aba)
Publicado na fonte em 9 de outubro de 2026 · matéria do Radar IF em 13 de outubro de 2026
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