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Anvisa aprova arpraziquantel para tratar esquistossomose em crianças de 3 meses a 6 anos
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Resumo para usar
- O que mudou
- O registro, formalizado pela Resolução 3.851/2026, vale para infecções por Schistosoma mansoni ou Schistosoma haematobium. A Anvisa não informou quando o medicamento estará disponível na rede pública.
- Quem precisa agir
- Coordenações de vigilância epidemiológica e de assistência farmacêutica e equipes de atenção primária de municípios com transmissão de esquistossomose
- O que fazer agora
- Acompanhar no Ministério da Saúde se e quando o arpraziquantel será incorporado e distribuído no SUS. Até lá, manter o tratamento das crianças com esquistossomose conforme o protocolo vigente.Orientação editorial, não parecer jurídico. Consulte a norma original e a assessoria técnica ou jurídica da instituição.
- Fonte e última conferência
- ANVISA, 30/09/2026 · aprovação em lote em 13/10/2026
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Por que importa
O registro é a etapa que permite o uso do medicamento no país, mas a oferta na rede pública depende de incorporação e de compra, que a nota não menciona. Para municípios com transmissão de esquistossomose, a novidade é uma opção registrada para tratar crianças de 3 meses a 6 anos.
Matéria completa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou em 30 de setembro de 2026 o registro do medicamento Farmanguinhos Arpraziquantel, cujo princípio ativo é o arpraziquantel. A indicação é o tratamento da esquistossomose causada por Schistosoma mansoni ou Schistosoma haematobium em crianças de 3 meses a 6 anos. A decisão consta da Resolução 3.851/2026, publicada no Diário Oficial da União.
A esquistossomose é uma doença tropical negligenciada, grupo de condições que atinge sobretudo populações de baixa renda. A infecção ocorre no contato com água doce que contenha caramujos infectados pelos vermes. A fase aguda aparece de duas a seis semanas depois do contato, e a crônica, meses ou anos após a infecção, com quadros que vão de assintomáticos a muito graves.
Segundo a Anvisa, o arpraziquantel é absorvido pelos vermes nos vasos sanguíneos do paciente e provoca espasmos e paralisia, o que interrompe a fixação dos parasitas aos vasos. O medicamento também danifica o tegumento, camada que protege o verme do sistema imunológico, e permite que o organismo o destrua. A nota da agência não trata de incorporação ao SUS, compra pública nem distribuição.
Com informações de ANVISA.
Fonte
Publicado na fonte em 30 de setembro de 2026 · matéria do Radar IF em 30 de setembro de 2026
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