Vivaxin, vacina da UFMG contra a malária vivax, recebe aval da Anvisa para testes em 48 voluntários
Radar IF · https://ifgestaoesaude.com.br/radar/anvisa-autoriza-pesquisa-de-primeira-vacina-brasileira-contra-malaria/
Resumo para usar
- O que mudou
- A Resolução 3.956/2026, publicada em 7 de outubro, autoriza o estudo de segurança com adultos saudáveis de 18 a 59 anos que nunca tiveram malária. O recrutamento é feito pelo Hospital das Clínicas da UFMG.
- Quem precisa agir
- Coordenações de vigilância epidemiológica, de imunização e de controle da malária, sobretudo em municípios com transmissão da doença
- O que fazer agora
- Não há ação imediata: a vacina está na primeira fase de testes. Acompanhar os resultados do estudo da UFMG e as próximas etapas de autorização na Anvisa.Orientação editorial, não parecer jurídico. Consulte a norma original e a assessoria técnica ou jurídica da instituição.
- Fonte e última conferência
- ANVISA, 13/10/2026 · conferência editorial em 13/10/2026
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Por que importa
Nada muda por ora na rotina dos serviços: a vacina está na primeira fase de testes, que mede a segurança em 48 voluntários. O interesse é de médio prazo para os municípios com transmissão de malária, já que o P. vivax responde por 63,1% dos casos estimados nas Américas e o país teve 118.037 casos autóctones em 2025.
Matéria completa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a primeira fase de testes em humanos da Vivaxin, vacina contra a malária causada pelo Plasmodium vivax desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A autorização consta da Resolução 3.956/2026, publicada no Diário Oficial da União em 7 de outubro. O projeto foi priorizado pelo Comitê de Inovação da Anvisa e tem apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Saúde.
O estudo é duplo-cego e controlado por placebo. Vai incluir 48 voluntários saudáveis de 18 a 59 anos, sem infecção prévia por malária, recrutados pelo Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital das Clínicas da UFMG. O foco desta fase é a segurança: as reações serão avaliadas nos primeiros 14 e 28 dias após a aplicação intramuscular e durante todo o estudo, além da resposta imune. Se os resultados forem positivos, a vacina segue para as fases 2 e 3 antes de pedir registro à Anvisa e a agências de outros países.
A Vivaxin usa uma proteína recombinante quimérica, a PvCSP-All epitopes, com um adjuvante, o CTVad3, que potencializa a resposta imunológica. O princípio ativo vem liofilizado e é reconstituído com o adjuvante na hora da aplicação.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), foram 9,9 milhões de casos de malária por P. vivax em 2024, e nas Américas essa espécie respondeu por 63,1% dos casos estimados naquele ano. O Brasil registrou 118.037 casos de malária contraídos no território nacional em 2025, de acordo com o Ministério da Saúde.
Com informações de ANVISA.
Fonte
Publicado na fonte em 13 de outubro de 2026 · matéria do Radar IF em 13 de outubro de 2026
Matéria do Radar IF escrita a partir da publicação oficial. O texto foi redigido com apoio de inteligência artificial e revisado por uma pessoa da equipe antes de ir ao ar; números, datas e prazos são os da fonte. Leia o documento completo no link acima. Como o Radar IF trabalha.