Com surto nos EUA, Brasil registra 52 casos importados de sarampo em 2026
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Resumo para usar
- O que mudou
- São Paulo concentra 41 dos casos, o Amazonas tem dez e o Rio de Janeiro, um. O país segue livre da circulação endêmica, mas o ministério aponta risco de reintrodução do vírus.
- Quem precisa agir
- Coordenações de vigilância epidemiológica e de imunização, salas de vacina e equipes de atenção primária, com atenção especial a municípios com cobertura baixa da tríplice viral ou fluxo de viajantes
- O que fazer agora
- Revisar a cobertura da tríplice viral por bairro e por faixa etária, organizar busca ativa de crianças e adolescentes com doses em atraso e deixar pronto o fluxo de notificação, coleta de amostra e bloqueio vacinal para caso suspeito.Orientação editorial, não parecer jurídico. Consulte a norma original e a assessoria técnica ou jurídica da instituição.
- Fonte e última conferência
- Ministério da Saúde, 06/10/2026 · aprovação em lote em 13/10/2026
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Por que importa
Caso importado só vira transmissão sustentada onde há bolsões de não vacinados, e a cobertura nacional da primeira dose da tríplice viral, de 93,10% em 2025, ainda deixa espaço para isso. Cada caso suspeito exige investigação, rastreio de contatos e bloqueio vacinal pela equipe municipal.
Matéria completa
O Brasil registrou 52 casos importados de sarampo em 2026 até 5 de outubro: 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. O Ministério da Saúde intensificou vacinação e vigilância nessas regiões diante do avanço da doença nas Américas, onde os Estados Unidos têm o maior número anual de casos em mais de 35 anos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
Nos EUA, mais de 90% dos doentes não estavam vacinados ou não tinham situação vacinal conhecida, e a maioria tem até 19 anos. EUA, Guatemala, México, Peru e Canadá somam mais de 95% dos casos confirmados no continente em 2026, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
A resposta brasileira combina busca ativa, investigação de casos suspeitos, acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal. Em São Paulo, a vacinação foi reforçada na capital, em Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André, e inclui a chamada dose zero para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, aplicada além das doses de rotina dos 12 e 15 meses. Na tríplice fronteira com Colômbia e Peru, equipes federais apoiam o trabalho local. Foram aplicadas mais de 3,8 milhões de doses em São Paulo e cerca de 192 mil no Amazonas em quatro mobilizações neste ano.
O país perdeu a certificação de eliminação em 2019, quando registrou mais de 20 mil casos com coberturas vacinais baixas, e foi recertificado pela Opas em novembro de 2024. A cobertura da primeira dose da tríplice viral chegou a 93,10% no Brasil em 2025, com 94,39% em São Paulo e 89,54% no Amazonas. Segundo OMS e Unicef, ainda há cerca de 50 mil crianças brasileiras sem nenhuma dose de vacina.
Com informações de Ministério da Saúde.
Fonte
Ministério da Saúde (abre em nova aba)
Publicado na fonte em 6 de outubro de 2026 · matéria do Radar IF em 8 de outubro de 2026
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