Secretarias estaduais discutem FHIR e cibersegurança na Câmara Técnica do CONASS
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Resumo para usar
- O que mudou
- A Câmara Técnica de Informação e Informática em Saúde do CONASS reuniu em Brasília as secretarias estaduais de saúde para discutir a interoperabilidade pelo padrão FHIR, a cibersegurança e a governança da informação no SUS.
- Fonte e última conferência
- CONASS — Conselho Nacional de Secretários de Saúde, 07/08/2026 · aprovação em lote em 14/10/2026
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Por que importa
FHIR deixou de ser assunto de especialista e virou pauta de secretaria estadual. Para o município, isso antecipa uma exigência: sistemas que não conversam com o padrão tendem a ficar fora das redes estaduais de informação. É a lacuna técnica que a IF assume publicamente ter, e é o principal objetivo do nosso roteiro de interoperabilidade.
Texto integral da fonte
Coordenada pelos assessores técnicos do Conass, Nereu Henrique Mansano e Felipe Ferré, a Câmara Técnica do Conass de Informação e Informática em Saúde (CTIIS) reuniu, esta semana, em Brasília, representantes das secretarias estaduais de saúde para discutir os avanços da transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os principais temas, estiveram a interoperabilidade por meio do padrão Fast Healthcare Interoperability Resources (FHIR), a cibersegurança e o fortalecimento da governança da informação em saúde.
O secretário executivo do Conass, Jurandi Frutuoso, destacou o papel estratégico da área de tecnologia da informação para a organização dos serviços de saúde e lembrou a atuação das equipes estaduais durante a pandemia de Covid-19. A informação em saúde tem tido um papel preponderante na organização dos serviços de saúde do Brasil. O trabalho desenvolvido pelos estados repercute diretamente na gestão do SUS. Durante a pandemia, vimos o quanto a atuação das equipes de tecnologia da informação foi determinante para fornecer dados consistentes e subsidiar a tomada de decisões. Quando pensamos em saúde, normalmente lembramos da assistência, mas está muito claro que uma não existe sem a outra , afirmou.
Ao longo da reunião, os estados compartilharam experiências relacionadas à adoção do padrão FHIR como estratégia para ampliar a interoperabilidade entre sistemas, garantindo maior integração das informações e continuidade do cuidado aos cidadãos. O FHIR é um padrão internacional para facilitar a troca segura e padronizada de informações em saúde entre diferentes sistemas digitais. Baseado em tecnologias modernas da web, esse padrão organiza os dados clínicos em recursos modulares — como pacientes, exames, medicamentos, profissionais e atendimentos — que podem ser compartilhados de forma estruturada, independentemente da plataforma utilizada.Também foram apresentados exemplos de soluções desenvolvidas pelas próprias secretarias estaduais, utilizando software livre, plataformas próprias ou sistemas adquiridos de terceiros.
Para Felipe Ferré, a troca de experiências entre os estados tem sido um dos principais motores para acelerar a transformação digital no SUS. O que temos observado é que os estados que estão avançando nessa agenda utilizam sistemas de informação próprios, desenvolvidos internamente, baseados em software livre ou adquiridos de terceiros. Essa troca de experiências é muito importante, porque permite identificar caminhos, soluções e boas práticas que podem ser compartilhadas entre todos , ressaltou.
Outro destaque da programação foi o debate sobre cibersegurança, com foco na criação de estratégias para aumentar a proteção dos dados sensíveis do SUS e fortalecer a capacidade de resposta dos estados diante de incidentes cibernéticos.
A Câmara Técnica também discutiu novas iniciativas colaborativas do Conass, entre elas o Git Conass e o Sinergia. A proposta é ampliar o compartilhamento de soluções tecnológicas entre os estados. O Sinergia funcionará como um ambiente colaborativo, permitindo que as secretarias registrem demandas, compartilhem ferramentas, produtos e experiências, fortalecendo a cooperação entre as equipes.
Segundo Nereu, o momento é de avaliar os avanços alcançados e identificar oportunidades de aprimoramento. Precisamos discutir como está sendo a experiência de uso, identificar as dificuldades e entender o que ainda precisa ser aprimorado. Esse processo de construção coletiva é fundamental para fortalecer a transformação digital nos estados e ampliar a capacidade de resposta do SUS , destacou.
Ao final dos trabalhos, os participantes reforçaram a importância da cooperação entre as secretarias estaduais para consolidar uma política de transformação digital baseada em interoperabilidade, segurança da informação e compartilhamento de soluções, contribuindo para uma gestão cada vez mais integrada, eficiente e orientada por dados no sistema de saúde.
Texto integral de CONASS — Conselho Nacional de Secretários de Saúde, reproduzido com crédito e link.
Fonte
CONASS — Conselho Nacional de Secretários de Saúde (abre em nova aba)
Publicado na fonte em 7 de agosto de 2026 · matéria do Radar IF em 9 de setembro de 2026
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