Investimento dirigido em saúde evitaria 739 mil mortes prematuras no Brasil até 2050, diz estudo
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Resumo para usar
- O que mudou
- Projeção do McKinsey Health Institute atribui 59% do ganho a ações de prevenção, a maioria fora das unidades de saúde, e estima acréscimo de mais de R$ 1 trilhão ao PIB.
- Quem precisa agir
- Secretários municipais de saúde, equipes de planejamento e coordenações de atenção primária, assistência farmacêutica básica e promoção da saúde que definem prioridades de investimento
- O que fazer agora
- Comparar as prioridades apontadas pelo estudo com os indicadores locais de controle de hipertensão, diabetes e obesidade ao revisar o plano municipal de saúde. Tratar os números como projeção de um instituto privado, não como meta oficial.Orientação editorial, não parecer jurídico. Consulte a norma original e a assessoria técnica ou jurídica da instituição.
- Fonte e última conferência
- Agência Brasil (EBC), 07/10/2026 · aprovação em lote em 13/10/2026
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Por que importa
O estudo não cria regra nem recurso: é uma projeção de um instituto privado. Ele aponta, porém, que o maior ganho está na prevenção e no controle de pressão arterial, colesterol e obesidade, frentes em que a atenção primária e a assistência farmacêutica básica dos municípios já atuam.
Matéria completa
Aplicar mais recursos em intervenções de saúde com eficácia e custo-efetividade comprovadas poderia evitar 739 mil mortes prematuras no Brasil até 2050 e somar mais de R$ 1 trilhão ao Produto Interno Bruto (PIB). A estimativa está no recorte nacional do estudo "A saúde das nações: saúde mais forte, economias mais fortes", do McKinsey Health Institute, apresentado em 6 de outubro em San José, na Costa Rica, num encontro de jornalistas latino-americanos promovido pela farmacêutica Roche.
O instituto modelou o efeito de cerca de 300 intervenções voltadas a 90 doenças e 27 fatores de risco, que respondem por 85% dos problemas de saúde que mais atingem a população mundial. A lista inclui prevenção populacional, como a taxação de cigarro e álcool, prevenção individual, como vacinação com altas coberturas e exames preventivos em pelo menos 75% do público-alvo, e tratamento, como cirurgia no prazo adequado.
No Brasil, 59% do impacto viria da prevenção, e a maior parte dessas ações acontece fora das unidades de saúde. O fator de maior peso são as políticas fiscais que desestimulam o consumo de álcool, tabaco e ultraprocessados. No plano individual, lideram a prevenção cardiovascular, como o monitoramento da pressão arterial, e o controle da obesidade. Entre os tratamentos, o de câncer tem o maior potencial, seguido da oferta de medicamentos psiquiátricos.
O estudo projeta para o país expectativa de vida 5 anos maior, chegando a 85 anos, e 76 anos vividos com boa saúde, 9 a mais que a estimativa atual. Cada dólar aplicado em ações efetivas acrescentaria 2,1 ao PIB, sobretudo por ganho de produtividade. Os anos perdidos por morte prematura e incapacidade decorrentes de doenças respiratórias crônicas e transtornos mentais cairiam 46% até 2050; por doenças cardiovasculares, pelo menos 40%; por diabetes e doenças renais, 35%.
Na América Latina, os países gastam em média 3,7% do PIB com saúde, ante 7,9% nos de alta renda, e destinam menos de 5% desse gasto à prevenção. Segundo Brad Herbig, diretor de dados de saúde do instituto, não basta aumentar o orçamento: o dinheiro precisa ir para ações de eficácia comprovada. Ele cita a universalização do acesso a remédios para hipertensão e colesterol como medida de baixo custo e efeito rápido.
Com informações de Agência Brasil (EBC).
Fonte
Agência Brasil (EBC) (abre em nova aba)
Publicado na fonte em 7 de outubro de 2026 · matéria do Radar IF em 8 de outubro de 2026
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