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Opas abre a compra do lenacapavir, PrEP injetável semestral, a 14 países, entre eles o Brasil
Radar IF · https://ifgestaoesaude.com.br/radar/opas-amplia-acesso-ao-lenacapavir-para-prevenir-hiv-na-america-latina/
Resumo para usar
- O que mudou
- A aquisição será feita pelos fundos rotatórios regionais da Opas. A Gilead, fabricante, se comprometeu a avançar na transferência de tecnologia para produção no Brasil, ainda sem prazos definidos.
- Quem precisa agir
- Coordenações de IST e HIV/aids, serviços que ofertam PrEP oral, centros de testagem e equipes de assistência farmacêutica que dispensam antirretrovirais
- O que fazer agora
- Acompanhar os anúncios do programa nacional de HIV sobre a incorporação do lenacapavir e o protocolo clínico que vier a ser definido. Levantar quantas pessoas em PrEP oral no município interrompem o uso, dado útil para planejar a oferta de uma opção semestral quando houver protocolo.Orientação editorial, não parecer jurídico. Consulte a norma original e a assessoria técnica ou jurídica da instituição.
- Fonte e última conferência
- Agência Brasil (EBC), 16/09/2026 · aprovação em lote em 13/10/2026
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Por que importa
A decisão não leva o lenacapavir aos serviços municipais agora: a entrada no programa nacional depende de processos regulatórios, protocolo clínico e planejamento, segundo a Opas. Ela abre ao país uma via de compra e uma perspectiva de produção local de uma PrEP semestral, que a Opas vê como alternativa para quem tem dificuldade com esquemas de uso frequente.
Matéria completa
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) vai permitir que 14 países da América Latina e do Caribe, entre eles o Brasil, adquiram o lenacapavir por meio de seus fundos rotatórios regionais. O medicamento é uma profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV injetável, de ação prolongada, aplicada duas vezes por ano. Além do Brasil, a lista inclui Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.
Segundo a Opas, a nova via de compra complementa acordos de licenciamento voluntário que já abrangem 24 países da região, dentro de uma estrutura global de acesso que contempla 120 países. A Gilead Sciences, que produz o lenacapavir, se comprometeu a avançar na transferência de tecnologia para o Brasil, com o objetivo de viabilizar a produção local. A organização informou que o processo está em desenvolvimento e que prazos e mecanismos ainda não foram definidos.
A incorporação aos programas nacionais de HIV será progressiva e depende de processos regulatórios de cada país, protocolos clínicos, capacitação de profissionais e planejamento, de acordo com a Opas, que oferece cooperação técnica para estimar necessidades e elaborar diretrizes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou o lenacapavir em 2025 como opção adicional de prevenção, depois que ensaios clínicos mostraram eficácia de quase 100%.
A Opas estima cerca de 140 mil novas infecções pelo HIV por ano na América Latina e no Caribe. O lenacapavir se soma à PrEP oral diária ou sob demanda, ao cabotegravir de ação prolongada, aos preservativos, ao diagnóstico precoce e ao tratamento antirretroviral. A organização cita a meta de eliminar o HIV como problema de saúde pública até 2030.
Com informações de Agência Brasil (EBC).
Fonte
Agência Brasil (EBC) (abre em nova aba)
Publicado na fonte em 16 de setembro de 2026 · matéria do Radar IF em 17 de setembro de 2026
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