Ministério da Saúde vai ampliar busca ativa de apostadores com a proibição das bets
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Resumo para usar
- O que mudou
- A busca usa dados da Fazenda, da Segurança e da Receita Federal desde dezembro de 2025, segundo o ministro Alexandre Padilha. Ainda não há fluxo de atendimento nem prazo definidos.
- Quem precisa agir
- Coordenações de saúde mental, equipes dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e da atenção primária que acompanham pessoas com jogo problemático e suas famílias
- O que fazer agora
- Acompanhar a definição do fluxo de atendimento pelo Ministério da Saúde e a articulação do teleatendimento com a rede local. Mapear na rede de saúde mental e na atenção primária quem já atende pessoas com jogo problemático e familiares, para receber eventuais encaminhamentos.Orientação editorial, não parecer jurídico. Consulte a norma original e a assessoria técnica ou jurídica da instituição.
- Fonte e última conferência
- Agência Brasil (EBC), 26/09/2026 · aprovação em lote em 13/10/2026
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Por que importa
Se a busca ativa federal resultar em encaminhamentos, a demanda por cuidado em saúde mental tende a chegar à rede local, que ainda não recebeu fluxo nem prazo. O ministério cita canais digitais e teleatendimento, mas não diz como eles se articulam com os serviços municipais.
Matéria completa
O Ministério da Saúde vai intensificar a busca ativa de apostadores contumazes para oferecer acompanhamento e tratamento, depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em 25 de setembro de 2026, em São Paulo, a proibição das apostas on-line. Segundo o ministro Alexandre Padilha, a busca ativa de pessoas com comportamento de jogo problemático já ocorre desde dezembro de 2025, com dados compartilhados pelos ministérios da Fazenda e da Segurança e pela Receita Federal.
De acordo com o ministro, os dados circulam no ambiente Nuvem Brasil, controlado pelo Ministério da Saúde, sob as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Ainda não há detalhes sobre o fluxo de atendimento nem previsão de quando os contatos serão feitos. Padilha citou o Meu SUS Digital e o teleatendimento como canais de cuidado em saúde mental para apostadores e familiares que tiverem dificuldades com a mudança nas regras.
Para dimensionar o problema, o ministro citou estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) que estima em R$ 38,8 bilhões por ano o custo social associado às apostas. Desse total, R$ 17 bilhões correspondem a custos ligados a mortes adicionais por suicídio, segundo a estimativa.
Com informações de Agência Brasil (EBC).
Fonte
Agência Brasil (EBC) (abre em nova aba)
Publicado na fonte em 26 de setembro de 2026 · matéria do Radar IF em 27 de setembro de 2026
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