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Idade não impede doação de rim em vida, mas exige avaliação mais rigorosa após os 60 anos

Publicado em Fonte: Agência Brasil (EBC)2 min de leitura

Radar IF · https://ifgestaoesaude.com.br/radar/setembro-verde-idosos-tambem-podem-ser-doadores-vivos-de-orgaos/

Resumo para usar

O que mudou
Caso de pai que doou um rim ao filho aos 69 anos mostra que o médico avalia histórico clínico e doenças prévias, não a idade isolada. O país tem 49,4 mil pessoas na fila de transplantes.
Quem precisa agir
Equipes de atenção primária e serviços de nefrologia e hemodiálise que acompanham pacientes renais crônicos, e coordenações de regulação que encaminham para centros transplantadores
O que fazer agora
Incluir na orientação às famílias de pacientes em hemodiálise que a idade não impede a doação em vida e que parentes até o quarto grau e cônjuges não precisam de autorização judicial. Encaminhar interessados ao centro transplantador de referência para avaliação clínica individual.Orientação editorial, não parecer jurídico. Consulte a norma original e a assessoria técnica ou jurídica da instituição.
Fonte e última conferência
Agência Brasil (EBC), 27/09/2026 · aprovação em lote em 13/10/2026

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Checklist desta matéria

Marcações ficam só neste aparelho. Itens extraídos do “o que fazer” desta matéria; a referência é a norma na fonte.

Por que importa

O efeito sobre a gestão municipal é indireto e passa pela orientação às famílias de pacientes renais crônicos. Saber que a idade isolada não exclui o doador vivo, e que parentes até o quarto grau e cônjuges dispensam autorização judicial, amplia o grupo de familiares que podem ser encaminhados para avaliação.

Matéria completa

A idade, sozinha, não exclui ninguém da doação de órgãos em vida. Segundo o Ministério da Saúde, um doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula ou parte dos pulmões, desde que haja compatibilidade sanguínea, e cabe ao médico avaliar a história clínica e as doenças prévias do candidato. A Agência Brasil relata o caso de Arivaldo Sampaio, que em 2023, aos 69 anos, doou um rim ao filho.

O filho havia perdido a função do único rim que tinha depois de passar por hemodiálise quase diária, e o transplante era a única opção. Toda a família se ofereceu para os exames, e o pai teve compatibilidade total. O Hospital Universitário de Brasília (HUB) coordenou o processo e ainda acompanha Arivaldo com consultas e exames uma vez por ano.

Quando o doador tem mais de 60 anos, a análise tende a ser mais cuidadosa quanto aos riscos futuros da retirada do órgão, explica o nefrologista Geraldo Freitas, da Unidade de Transplantes do HUB. A avaliação é individual e inclui exames de sangue e urina, função dos rins, exames de imagem e avaliação cardiovascular. Com o envelhecimento, aumenta a chance de hipertensão, diabetes e alteração da função renal, que podem contraindicar a doação; sem essas doenças e com função renal adequada, a pessoa pode doar.

A legislação permite a doação em vida entre parentes até o quarto grau e entre cônjuges sem autorização judicial; fora desses vínculos, a doação depende de autorização da Justiça. Em 2025, o Brasil registrou 4.335 doadores efetivos, taxa de 20,3 por milhão de pessoas, o maior número já registrado. Ainda assim, 49,4 mil brasileiros aguardam na fila de transplantes, segundo o Sistema Nacional de Transplantes.

Com informações de Agência Brasil (EBC).

Fonte

Publicado na fonte em 27 de setembro de 2026 · matéria do Radar IF em 27 de setembro de 2026

Matéria do Radar IF escrita a partir da publicação oficial, com apoio de inteligência artificial, e aprovada em lote pela responsável pelo Radar, sem revisão individual; números, datas e prazos são os da fonte. Encontrou um erro? Escreva para contato@ifgestaoesaude.com.br. Leia o documento completo no link acima. Como o Radar IF trabalha.

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